Copa América no Brasil opõe políticos alagoanos; RF descarta sediar jogos

O anúncio da possível realização da Copa América no Brasil, após a Argentina- país que seria sede- pedir a suspensão do torneio devido ao agravamento da pandemia, provocou a reação de parte dos jornalistas esportivos, médicos e políticos em todo o Brasil, inclusive em Alagoas.

Nesta segunda (31), por meio das suas redes sociais, o governador Renan Filho (MDB), classificou o evento como um “violento equívoco da CBF”. O chefe do Executivo estadual se disse amante do futebol, torcedor da seleção, mas que não compactua com ‘tamanha insanidade’. Renan Filho assegurou, ainda, que o estado não sediará os jogos, que ele acredita, irá promover a aceleração do vírus.

O secretário do Turismo de Maceió, Ricardo Santa Ritta, por sua vez, se envolveu num debate bastante acirrado em sua rede social ao defender a competição. Na avaliação dele, quem for contra a Copa América deveria também pedir a paralisação do Campeonato Brasileiro. Vale lembrar que os Estaduais foram encurtados e vários times sofreram surtos de covid entre atletas, a exemplo do que acontece no início desse Brasileirão.

Para Santa Ritta, a realização dos jogos sem torcida garantiriam a segurança sanitária e o VT de 30 segundos sobre a cidade-sede veiculado pela Conmebol justificaria sediar os jogos, além da ocupação hoteleira. Esse argumento esteve entre os mais atacados pelos seguidores do político. Alguns internautas chegaram a mostrar imagens das finais do Alagoano’20, que não teve público, mas reuniu milhares de pessoas nas ruas apesar de todas as recomendações.

Ao final, o secretário disse que a CBF não cogitou escolher Alagoas como sede, porque, na avaliação do gestor, “somos símbolo do atraso”