Alagoanos foram descartados de envolvimento pelo MP da Paraíba no esquema de manipulação no futebol

    Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou 17 pessoas acusadas de integrar um esquema de manipulação de resultados no futebol paraibano, que foi desarticulado pela Operação Cartola, à 4ª Vara Criminal de João Pessoa.

    O esquema tinha o propósito de beneficiar dirigentes de clubes, funcionários da Federação Paraibana de Futebol (FPF), da Comissão Estadual de Árbitros de Futebol e do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF). O Ministério Público, também, pugnou pela destituição de todos os réus que ocuparem cargos nas entidades envolvidas na denúncia.

    Dois alagoanos que tiveram os seus ligados as supostas denúncias, o árbitro Francisco Carlos do Nascimento e o empresário Alex Fabiano, não foram incluídos no rol dos denunciados pelo MPPB e, portanto, são inocentes de qualquer participação neste escândalo.

    Segundo Nota Oficial emitida pela Federação Alagoana, por meio da Comissão Estadual de Arbitragem (CA-FAF), qualquer profissional do quadro da instituição que teve o nome citado no processo, colaborou e se colocou a disposição das autoridades paraibanas para prestar os devidos esclarecimentos. Além disso, foi demostrada a importância da operação Cartola e da condução de todos os procedimentos, que acabaram resultando para que os fatos fossem devidamente apurados e esclarecidos.

    O esquema
    Segundo publicado no site do MPPB, as investigações apontam que a Orcrim se dividiu em núcleos (gestores/líderes, supervisores e logística), com atribuições distintas. Após praticar os crimes principais (manipulações dos resultados das partidas de futebol), utilizavam-se de influência política e social, para praticar diversos outros delitos subsidiários, que eram imprescindíveis para o sucesso da empreitada criminosa, como a utilização de documentos falsos, a intimidação de testemunhas, a ocultação e destruição de provas, entre outros. Os resultados dessas ações geravam elevados desvios econômicos, prejuízos financeiros e prejuízos que também atingiam a esfera moral da sociedade, com o descrédito no futebol paraibano.

    A manipulação dos resultados das partidas de futebol se dava através de fraudes nos sorteios dos árbitros escalados, direcionando os juízes que integravam a Orcrim para atuarem nas partidas cujos resultados interessavam ao grupo criminoso. As fraudes também ocorriam durante a arbitragem dos jogos para beneficiar algumas equipes.

    Confira a lista com os 17 nomes dos denunciados pelo MPPB:
    1. Amadeu Rodrigues da Silva Júnior
    2. Breno Morais Almeida
    3. Leonaldo dos Santos Silva
    4. Marinaldo Roberto de Barros
    5. José Renato Albuquerque Soares
    6. Severino José de Lemos
    7. Genildo Januário da Silva
    8. Adeilson Carmo Sales de Souza
    9. Antônio Carlos da Rocha
    10. Antônio Umbelino de Santana
    11. Eder Caxias Meneses
    12. Francisco de Assis da Costa Santiago
    13. João Bosco Sátiro da Nóbrega
    14. José Maria de Lucena Netto
    15. Tarcísio José de Souza
    16. Josiel Ferreira da Silva
    17. José Araújo da Penha

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