Café da manhã com a imprensa marcará lançamento de Campanha de Combate ao Trabalho Infantil

O Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL) promove na próxima segunda-feira (11.06), às 8h, no hall do 2º andar de sua sede, um café da manhã de apresentação da campanha nacional “Não leve na brincadeira. Diga não ao Trabalho Infantil”. O lançamento acontece na véspera da data em que é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.

A campanha foi desenvolvida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas), em parceria com a agência Audi Comunicação, associada à Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap). Produzida gratuitamente, foi doada e disponibilizada aos Tribunais Regionais do Trabalho pelo Programa de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Nacional da Justiça do Trabalho (CSJT)

A ideia central da campanha é reforçar a mensagem de que ainda existe trabalho infantil e que tal prática precisa ser combatida.

Em Alagoas, o TRT da 19ª Região, o Ministério Público do Trabalho (MTP) e o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fetipat) fecharam parceria com o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Maceió (Sinturb) para veiculação gratuita da campanha em outbus e outdoor. A campanha também conta com peças para veiculação em TV e Rádio.

No encontro com a imprensa, representantes dos órgãos envolvidos conversarão sobre o tema da campanha e as ações desenvolvidas para seu combate.

ALGUNS DADOS:

– 15,6 mil crianças acidentadas no trabalho

Nos últimos seis anos (2012 a 2017), 15.675 crianças e adolescentes no Brasil (até 17 anos) foram vítimas de acidentes graves no trabalho, segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, ferramenta do MPT e da OIT. Do total de vítimas, 72% (11.329) são do sexo masculino e 27,7% (4.346) são do sexo feminino.

2,7 milhões de crianças e adolescentes trabalham

No Brasil, cerca de 2,7 milhões de crianças e adolescentes, na faixa etária de 5 a 17 anos, são explorados pelo trabalho precoce (dos quais 74 mil na Paraíba, sendo 64% do sexo masculino e 36% do sexo feminino), segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2015), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essas estatísticas também são uma amostragem e, portanto, não consideram as vítimas do narcotráfico e nem de outras atividades ilícitas e insalubres.