Eleitorado menor de 18 anos cai 14,5% em relação ao último pleito

Vinte e um por cento dos jovens com 16 e 17 anos, no Brasil, são eleitores. Apesar disso, a proporção com a população geral é semelhante a 2014, últimas eleições para Presidente. Na época, 23% dos jovens com menos de 18 anos eram eleitores.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, nesta semana, o perfil das pessoas que votam no Brasil. O levantamento aponta uma queda de 14,5% no número de eleitores com menos de 18 anos. Apesar disso, a proporção se mantém como a anterior.

Mas o que chama a atenção é que entre aqueles que votam por escolha, quase 80% não se habilitaram para isso.

Para o cientista político Ricardo Ismael, uma das explicações é a perda do interesse na política. Para ele, a realidade não reflete o que se vê comumente nas redes sociais: publicações e comentários e a ocorrência, às vezes, de intolerância com as diferenças políticas, sobretudo entre os jovens.

Segundo o Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), o que caiu, na verdade, foi o número de jovens de 16 e 17 anos, de 2014 para cá.

Enquanto aquele ano registrou mais de 7 milhões de pessoas nesta faixa etária, 2018 tem pouco mais de 6 milhões: uma redução de quase 8%, que o órgão atribui à queda de fecundidade no Brasil, nos últimos anos.

Essa redução de jovens de 16 e 17 anos é uma tendência que o IBGE já sinaliza. O instituto estima que até 2060 haverá quase 2 milhões de jovens com 16 e 17 anos a menos que 2018. A queda vai ser de quase 30%.

SEM COMENTÁRIO