Uma visita técnica ao Litoral Norte de Maceió foi realizada com o objetivo de analisar as condições atuais da região e subsidiar ações de gestão costeira do município. A iniciativa foi coordenada pelo Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental de Maceió (Iplam) e integra as atividades do Plano de Gestão Integrada (PGI) da Orla Marítima.
A ação reuniu representantes do poder público, especialistas, acadêmicos e membros da sociedade civil, que percorreram trechos estratégicos da orla para observar, de forma prática, aspectos como processos de erosão costeira, acessos às praias e a ocupação da faixa litorânea.
Durante a visita, foram analisadas áreas próximas às fozes dos rios Sauaçuhy, Pratagy — na região da Praia da Sereia — e Jacarecica, consideradas pontos importantes para compreender a dinâmica ambiental e os impactos da ocupação humana na costa.
De acordo com a diretoria técnica do Iplam, a proposta da atividade foi levar o debate para o território, permitindo que as decisões sobre o ordenamento da orla sejam baseadas na realidade observada em campo, e não apenas em análises teóricas. Entre os pontos destacados estiveram o avanço da erosão em alguns trechos e a presença de ocupações e atividades comerciais irregulares na faixa de areia.
A visita contou ainda com o apoio técnico de especialistas da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que contribuíram com análises ambientais e orientações sobre a preservação dos ecossistemas costeiros.
As informações coletadas irão auxiliar na atualização do diagnóstico do PGI da Orla Marítima. Para fins de planejamento, a costa de Maceió é dividida em Unidades de Planejamento (UPs), e a visita concentrou-se na UP3, que se estende de Jacarecica até Ipioca, área marcada por características distintas de ocupação urbana e preservação ambiental.
O Plano de Gestão Integrada busca conciliar desenvolvimento urbano, preservação ambiental e uso sustentável da orla, garantindo um planejamento mais equilibrado para o litoral da capital alagoana.

