Estado movimentou R$ 8,37 milhões com a atividade em 2025, alta de 15,1% em relação ao ano anterior, segundo levantamento do IBGE
Alagoas registrou, em 2025, o quarto maior crescimento do país no valor da produção proveniente da extração vegetal. De acordo com dados da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado movimentou R$ 8,37 milhões, alta de 15,1% em comparação aos R$ 7,27 milhões registrados em 2024.
O resultado colocou Alagoas na segunda posição entre os estados nordestinos em crescimento percentual, atrás apenas do Piauí. No mesmo período, a produção extrativa vegetal avançou 8,2% no Nordeste, enquanto, no Brasil, houve retração de 3,1%.
Apesar da expansão, a participação alagoana ainda é pequena no cenário nacional: o estado respondeu por 0,12% do valor total da extração vegetal brasileira e por 0,60% do resultado nordestino. Entre os estados da região, Alagoas apresentou o segundo menor valor de produção, à frente apenas de Sergipe.
Estrela de Alagoas lidera produção por valor
Entre os municípios alagoanos, Estrela de Alagoas apresentou o maior valor de produção extrativa em 2025, com R$ 898 mil. A castanha-de-caju foi o principal produto responsável pelo resultado, com R$ 683 mil.
Na sequência aparece Palmeira dos Índios, com R$ 821 mil. Somados, os dois municípios concentraram 20,5% do valor da produção extrativa vegetal de Alagoas no ano passado.
Quando o critério considerado é a quantidade de produtos alimentícios extraídos, Palmeira dos Índios assume a liderança. O município produziu 216 toneladas em 2025, contra 145 toneladas no ano anterior. Estrela de Alagoas ficou na segunda colocação, com 155 toneladas.
Também se destacaram nesse indicador os municípios de Traipu, com 50 toneladas; Água Branca, com 45 toneladas; e Piaçabuçu, com 44 toneladas.
No ranking estadual por valor da produção, depois de Estrela de Alagoas e Palmeira dos Índios aparecem Inhapi, com R$ 448 mil; Água Branca, com R$ 430 mil; e Mata Grande, com R$ 332 mil.
Umbu, castanha e licuri entre os principais produtos
Os produtos alimentícios representaram a maior parcela da atividade extrativa vegetal em Alagoas. Juntos, eles movimentaram R$ 5,34 milhões, correspondentes a 63,8% do valor total da produção extrativa do estado.
Entre os produtos identificados individualmente pela pesquisa, os maiores valores foram registrados pelo umbu, com R$ 1,65 milhão; pela castanha-de-caju, com R$ 1,25 milhão; e pelo licuri, que alcançou R$ 814 mil.
Produção florestal apresenta retração
Quando são consideradas conjuntamente a extração vegetal e a silvicultura, Alagoas registrou R$ 61,40 milhões em produção florestal em 2025. O resultado representa uma queda de 3,5% diante dos R$ 63,64 milhões registrados em 2024.
O desempenho estadual ocorreu em sentido contrário ao cenário nacional. No Brasil, o valor da produção florestal alcançou R$ 47,9 bilhões, crescimento de 6,7% em relação ao ano anterior.
A silvicultura respondeu pela maior parte do resultado alagoano, com R$ 53,04 milhões, embora tenha apresentado redução de 5,9% em relação a 2024. Mesmo com a queda, Alagoas ocupou a quarta posição entre os estados nordestinos em valor da produção da silvicultura, atrás de Bahia, Maranhão e Piauí.
Os dados fazem parte da PEVS, levantamento do IBGE que reúne informações sobre a produção obtida por meio do extrativismo vegetal e de florestas plantadas no país.

