Fiocruz coloca o estado em nível de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com avanço associado à circulação do metapneumovírus.
Alagoas está entre os estados brasileiros em nível de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com tendência de crescimento dos casos nas últimas seis semanas. O aumento das ocorrências atinge principalmente crianças e adolescentes e está associado à circulação do metapneumovírus, segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira (8).
Além de Alagoas, Roraima e Sergipe também apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para a doença, conforme os dados da Semana Epidemiológica 39.
A SRAG é uma complicação de infecções respiratórias que pode exigir hospitalização, tornando necessária a atenção aos sintomas, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
Metapneumovírus preocupa na região Nordeste
O crescimento dos casos graves associados ao metapneumovírus também foi identificado em Sergipe e em outros estados nordestinos, como Bahia, Paraíba e Pernambuco. O cenário reforça a importância do monitoramento da circulação dos vírus respiratórios e da identificação precoce de quadros que possam evoluir para complicações.
Em âmbito nacional, o boletim também aponta tendência de aumento dos casos de SRAG associados ao rinovírus e ao Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19. Apesar desse movimento, os novos registros semanais de casos graves de Covid-19 permanecem em níveis baixos no país.
Vacinação e prevenção são fundamentais
A Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação contra a Covid-19 atualizada, especialmente entre os grupos prioritários. Para gestantes, também é recomendada a vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR), conforme as orientações de saúde.
Medidas como higienizar as mãos, manter os ambientes ventilados e procurar atendimento diante de sintomas respiratórios intensos contribuem para reduzir os riscos de complicações e a transmissão de infecções.
O cenário epidemiológico exige atenção de famílias e profissionais de saúde, principalmente diante do aumento de casos graves entre crianças e adolescentes em Alagoas.
Fonte: Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em 8 de outubro de 2026. Texto reescrito com base em informações publicadas pelo Tribuna Hoje.

