Alagoas continua em situação de alerta para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com a mais recente edição do Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (2) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Embora Maceió apresente sinais de estabilização na tendência de longo prazo, os indicadores ainda mostram um nível elevado de circulação das doenças respiratórias no estado.
Segundo o levantamento, a capital alagoana integra o grupo de cidades brasileiras que registram um número significativo de internações por complicações respiratórias nas últimas semanas, mas sem aceleração no crescimento dos casos. O cenário acompanha a tendência observada em parte das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o avanço da doença demonstra sinais de desaceleração.
Mesmo com essa estabilidade, Alagoas permanece entre os estados classificados em nível de alerta ou risco para SRAG. O boletim destaca que apenas um número reduzido de unidades da federação ficou fora dessa classificação no período analisado, correspondente à Semana Epidemiológica 25.
Em nível nacional, a Fiocruz aponta que o vírus sincicial respiratório (VSR) continua sendo o principal responsável pelas internações, especialmente entre crianças pequenas. Em algumas regiões do país, os vírus influenza A e influenza B também contribuem para o aumento dos casos graves. Já os registros relacionados à Covid-19 permanecem em patamar mais baixo, embora alguns estados ainda apresentem crescimento.
Os pesquisadores reforçam que, apesar da interrupção do crescimento em parte do país, o momento ainda exige cuidados. A recomendação é manter a vacinação em dia contra influenza e Covid-19, sobretudo entre idosos, pessoas imunocomprometidas e demais grupos prioritários. Também é indicado o uso de máscara em unidades de saúde e ambientes fechados ou com grande circulação de pessoas, além do isolamento em caso de sintomas gripais para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios.

