A capital alagoana adotou uma tecnologia inédita na região: a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) do aterro sanitário da cidade ganhou uma usina de oxigênio. O sistema permitirá a injeção contínua de oxigênio de alta pureza nos processos biológicos responsáveis pelo tratamento do chorume.
Com isso, a remoção da matéria orgânica presente no líquido se torna mais eficiente, acelerando o processo de decomposição e diminuindo a dependência de fornecedores externos. Além disso, a nova tecnologia ajuda a controlar os odores e melhora o gerenciamento ambiental do local.
Durante vistoria técnica realizada recentemente pela Autarquia Municipal de Limpeza Urbana (Alurb), foram avaliadas as condições estruturais das lagoas de acumulação, o andamento das obras e a eficiência da implantação da tecnologia. Segundo os responsáveis, o balanço foi positivo e a capital se destaca por já cumprir normas ambientais vigentes.
Para a Orizon Meio Ambiente S.A. — empresa responsável pelo manejo dos resíduos —, e para os técnicos da Alurb, o uso do oxigênio permite que as bactérias degradem a matéria orgânica de forma mais rápida e eficaz, ampliando a capacidade de tratamento do chorume e minimizando impactos ambientais.
A ETE de Maceió tem se destacado também pela capacidade de transformar o chorume — um líquido escuro e potencialmente poluente — em água de reuso. Com o uso da nova tecnologia, estima-se uma economia de cerca de 120 mil litros de água potável por dia, que são empregados nos próprios serviços internos do aterro e na irrigação de praças e canteiros urbanos.

