Alagoas contabilizou 26 ocorrências de linchamento entre janeiro e junho de 2026, das quais três resultaram em mortes. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (15) pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da OAB Alagoas, que demonstrou preocupação com o avanço desse tipo de violência no estado.
Diante do cenário, a comissão encaminhou ofício ao delegado-geral da Polícia Civil, Thales Araújo, solicitando informações detalhadas sobre o andamento das investigações. A intenção é acompanhar a apuração de cada caso e cobrar a identificação e responsabilização dos envolvidos, evitando a impunidade.
Segundo o presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da OAB/AL, Arthur Lira, os dados acendem um alerta para a necessidade de atuação conjunta entre instituições públicas e sociedade civil. Ele destacou que, durante todo o ano de 2025, foram registrados 31 casos de linchamento, número que pode ser alcançado ou até superado ainda este ano caso a tendência observada no primeiro semestre seja mantida.
Como parte das medidas de conscientização, a OAB/AL lançou a cartilha “Linchamento não é Justiça”. O material apresenta informações sobre o que caracteriza o crime de linchamento, as consequências jurídicas para quem participa dessas ações e os canais oficiais disponíveis para denúncias.
A publicação será distribuída inicialmente em órgãos de atendimento ao público, como a Casa de Direitos e secretarias que prestam assistência a vítimas de violência. A iniciativa busca incentivar a cultura da legalidade, reforçar o respeito aos direitos humanos e conscientizar a população de que a punição de crimes deve ocorrer por meio das instituições competentes, e não pela prática da justiça pelas próprias mãos.

