Após o registro de um novo episódio de afundamento de solo no bairro do Pinheiro, em Maceió, o defensor público Ricardo Melro voltou a cobrar a revisão do mapa de risco que delimita as áreas afetadas pelo colapso do terreno relacionado à exploração de sal-gema.
Segundo Melro, o novo incidente reforça a necessidade de reavaliação técnica das zonas classificadas como vulneráveis. Ele destaca que estudos científicos independentes, conduzidos por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, apontam que a área de instabilidade geológica pode ser maior do que a atualmente reconhecida pelos órgãos oficiais, abrangendo trechos ainda habitados.
O defensor afirma que as evidências apresentadas por esses pesquisadores sugerem a ampliação das áreas classificadas como de risco, o que, na avaliação dele, exigiria medidas de proteção mais abrangentes à população. Ele também criticou a postura de órgãos federais que, segundo relatou, teriam desconsiderado os resultados dos estudos independentes.
Diante desse cenário, Ricardo Melro informou que estão sendo preparados novos encaminhamentos judiciais para que o mapa de risco seja revisado com base em critérios científicos amplamente reconhecidos. Para ele, a versão atualmente adotada pode não refletir a real situação do solo, expondo famílias a potenciais ameaças.
Os episódios de afundamento de solo em Maceió vêm sendo registrados nos últimos anos e já resultaram na desocupação de diversos bairros. A nova ocorrência no Pinheiro reacendeu o debate sobre monitoramento, prevenção e responsabilidade na condução das ações de enfrentamento do problema.

