O prazo legal para que gestores públicos interessados em concorrer nas eleições de outubro deixassem seus cargos foi encerrado no último sábado (4). A exigência, conhecida como desincompatibilização, vale para ocupantes de funções no Executivo, como governadores, prefeitos e ministros.
Com o fim do período, 11 governadores formalizaram a saída de seus mandatos para disputar novos cargos no pleito deste ano.
Entre eles, dois articulam candidaturas à Presidência da República: Ronaldo Caiado (PSD-GO), que já se colocou como pré-candidato, e Romeu Zema (Novo-MG), que também deixou o cargo e sinalizou intenção de entrar na disputa, embora ainda não tenha oficializado sua candidatura.
A maior parte dos ex-governadores, no entanto, deve concorrer ao Senado. Nove nomes estão nesse grupo, incluindo gestores de diferentes estados e do Distrito Federal. Também integra essa lista o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que deixou o cargo mesmo após decisão do Tribunal Superior Eleitoral que o tornou inelegível até 2030 — situação que pode levá-lo a disputar a eleição sob análise judicial.
Por outro lado, governadores que pretendem buscar a reeleição não precisaram se afastar de seus cargos. Nove chefes estaduais permanecem nos governos e devem disputar um novo mandato, conforme permite a legislação eleitoral.
Além disso, sete governadores optaram por não concorrer a outros cargos neste ano e decidiram cumprir integralmente seus mandatos. A maioria deles já está no segundo período consecutivo à frente dos estados.
As eleições estão marcadas para o dia 4 de outubro, quando os eleitores irão escolher presidente, governadores e parlamentares. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos, um segundo turno poderá ocorrer em 25 de outubro para os cargos de presidente e governador.

