Dois soldados do Exército denunciaram episódios de violência e abuso sexual ocorridos dentro de um quartel em Maceió. Os relatos foram encaminhados ao Ministério Público Militar e ao Ministério Público Federal, que passaram a acompanhar o caso.
Segundo as denúncias, os militares afirmam ter sido vítimas de agressões físicas e de práticas abusivas dentro do ambiente do quartel, incluindo situações de violência de natureza sexual. Os episódios teriam ocorrido durante o período de serviço e envolveriam outros integrantes da corporação.
Os denunciantes também relataram que, apesar da gravidade dos fatos, não houve punição imediata aos responsáveis, o que motivou a busca por instâncias externas de investigação. Eles apontam ainda a existência de um ambiente de intimidação e medo, que dificultaria a formalização de queixas dentro da própria estrutura militar.
As denúncias envolvem o 59º Batalhão de Infantaria Motorizado, unidade do Exército localizada na capital alagoana. Os casos foram classificados como graves e estão sob análise das autoridades competentes, que devem apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades.
Em nota, o Exército informou que não compactua com desvios de conduta e que situações dessa natureza são tratadas com rigor, seguindo os procedimentos legais e disciplinares previstos. As investigações seguem em andamento.

