Monitoramento do IMA identificou ocorrências em unidades de conservação e diferentes formações vegetais do estado.
Alagoas registrou 386 focos de queimadas entre os dias 18 e 24 de outubro, conforme levantamento do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA). Desse total, 34 ocorrências foram identificadas em unidades de conservação, áreas protegidas que desempenham papel importante na preservação da biodiversidade.
Coruripe, no Litoral Sul, lidera o ranking estadual, com 30 focos registrados no período. Em seguida aparecem Rio Largo, com 24 ocorrências, Mata Grande, com 22, além de Atalaia e Penedo, que contabilizaram 18 registros cada.
Outros municípios também apresentaram ocorrências, entre eles Água Branca, Belo Monte, Colônia Leopoldina, Coqueiro Seco e Dois Riachos.
Áreas de conservação também foram atingidas
Entre as unidades de conservação afetadas, a Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratagy concentrou o maior número de registros, com 18 focos. A APA de Murici e a APA Serra da Caiçara contabilizaram sete ocorrências cada. Já o Monumento Natural do Rio São Francisco registrou dois focos.
Segundo o monitoramento, as queimadas atingiram diferentes tipos de vegetação presentes em Alagoas, incluindo Caatinga, Floresta Ombrófila, Floresta Estacional, formações pioneiras e áreas de transição fitoecológica.
Alerta para os impactos ambientais
A ocorrência de queimadas, especialmente em períodos de vegetação mais seca e condições climáticas desfavoráveis, aumenta o risco de propagação do fogo e ameaça áreas naturais, propriedades rurais e comunidades próximas.
Além da destruição da cobertura vegetal, os incêndios podem comprometer habitats de animais silvestres, provocar a degradação do solo e causar problemas respiratórios em pessoas expostas à fumaça.
Os números reforçam a importância das ações de prevenção, monitoramento e fiscalização para reduzir os impactos das queimadas e proteger o patrimônio ambiental alagoano.

