Esporte

Copa do Mundo 2026: empresas podem flexibilizar expediente, mas liberação durante jogos não é obrigatória



Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026 e a expectativa em torno das partidas da Seleção Brasileira, empresas e trabalhadores começam a discutir possíveis mudanças na rotina de trabalho para acompanhar os jogos. Apesar da tradição brasileira de parar para assistir às partidas, a legislação trabalhista não obriga empregadores a liberar funcionários durante os confrontos do Mundial.

Especialistas destacam que os jogos da Seleção não são considerados feriados nacionais e, até o momento, não existe determinação federal que imponha ponto facultativo ou suspensão das atividades no setor privado. Dessa forma, a decisão sobre eventual liberação dos colaboradores fica a critério de cada empresa, podendo também ser definida por acordos internos ou convenções coletivas.

Alteração de horários é permitida

As empresas podem reorganizar a jornada de trabalho nos dias de jogos, desde que respeitem os limites legais da carga horária, os períodos obrigatórios de descanso e eventuais normas coletivas da categoria. A recomendação é que qualquer mudança seja comunicada previamente aos funcionários para evitar dúvidas e conflitos.

Entre as alternativas adotadas por muitas organizações estão a liberação antecipada dos trabalhadores, a instalação de televisores para acompanhamento das partidas no ambiente corporativo ou a adoção do trabalho remoto durante os dias de jogos.

Compensação das horas pode ser exigida

Caso a empresa opte por liberar os funcionários durante o expediente, é possível exigir a compensação das horas não trabalhadas. Para isso, devem ser utilizados mecanismos previstos na legislação, como banco de horas ou acordos individuais de compensação.

Especialistas orientam que essas regras sejam formalizadas com antecedência, garantindo segurança jurídica tanto para empregadores quanto para empregados.

Faltas sem autorização podem gerar descontos

Funcionários que deixarem de comparecer ao trabalho ou se ausentarem sem autorização para assistir aos jogos podem sofrer consequências previstas na legislação trabalhista. Entre elas estão descontos salariais, perda do descanso semanal remunerado e medidas disciplinares, como advertências ou suspensões, dependendo da situação.

Trabalho remoto também exige cumprimento da jornada

Para trabalhadores em regime de home office, as regras contratuais permanecem válidas. Mesmo trabalhando de casa, o colaborador deve cumprir a jornada acordada, salvo se houver autorização da empresa para flexibilização do horário ou interrupção das atividades durante os jogos.

Planejamento reduz riscos trabalhistas

A orientação de especialistas é que as empresas definam previamente como será a rotina durante a Copa do Mundo, estabelecendo regras claras sobre horários, compensações e formas de acompanhamento das partidas. A transparência na comunicação e a formalização dos acordos ajudam a evitar problemas trabalhistas e garantem maior segurança para todas as partes envolvidas.

Com planejamento e diálogo, é possível equilibrar o interesse dos torcedores com a continuidade das atividades profissionais durante o torneio.


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