Monitoramento avaliou 67 pontos; Maceió concentra a maior parte das áreas classificadas como inadequadas
Quem pretende aproveitar as praias de Alagoas neste fim de semana deve ficar atento às condições de balneabilidade. Um levantamento realizado pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) apontou que 19 dos 67 trechos analisados no litoral do estado estão impróprios para banho. Outros 48 pontos apresentaram condições consideradas adequadas.
As amostras utilizadas no monitoramento foram coletadas no dia 18 de agosto e serviram de base para a classificação dos locais.
Maceió concentra maior número de restrições
Na capital alagoana estão 12 dos trechos considerados impróprios pelo IMA. As áreas estão distribuídas por diferentes regiões do litoral de Maceió.
Entre os pontos estão o Pontal da Barra, nas proximidades do emissário da Casal; Avenida; Pajuçara; Ponta Verde, no trecho entre as ruas João Saleiro Pitão e Rubens Canuto; Jatiúca; dois pontos em Cruz das Almas; Guaxuma; Garça Torta; e a região próxima à foz do Rio Pratagy.
Maragogi tem seis pontos inadequados
No Litoral Norte, os seis trechos classificados como impróprios estão concentrados em Maragogi.
A relação inclui áreas próximas às desembocaduras dos rios Salgado e Maragogi, além dos trechos de Barra Grande, Ponta de Mangue, Praia da Peroba e da foz do Rio Persinunga.
Apenas um ponto apresenta restrição no Litoral Sul
Dos 23 pontos monitorados no Litoral Sul, somente um apresentou resultado considerado impróprio. O trecho fica no Rio Niquim, em Barra de São Miguel, a cerca de 300 metros da foz.
Em contrapartida, diversos destinos bastante procurados pelos alagoanos e turistas foram classificados como próprios para banho. Entre eles estão as praias do Francês, Gunga, Pontal do Peba e Dunas de Marapé, no Sul do estado.
No Litoral Norte, o levantamento também apontou condições adequadas em áreas de Paripueira, Sonho Verde, São Miguel dos Milagres, Patacho e Japaratinga.
IMA orienta atenção após chuvas
O instituto recomenda que os banhistas evitem entrar no mar nas 24 horas seguintes a chuvas fortes, principalmente em áreas próximas a rios, canais e córregos. Nesses locais, a água da chuva pode transportar resíduos e outros materiais para o mar, aumentando o risco de contaminação.
Também é recomendado evitar o banho em trechos classificados como impróprios e observar a sinalização existente nas praias.
A avaliação da qualidade da água segue os critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que considera, entre outros parâmetros, a presença de Escherichia coli para determinar as condições de balneabilidade.

